Museu Transgênero de História e Arte – MUTHA

O MUSEU TRANSGÊNERO DE HISTÓRIA E ARTE (MUTHA) INAUGURA SEU WEBSITE POR MEIO DA SUA PRIMEIRA EXPOSIÇÃO ARTÍSTICA E O MAIOR ACERVO DE ARTES TRANS DO BRASIL

Acesse agora: https://mutha.com.br

É com enorme satisfação que o Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA) inaugura hoje, dia 01 de Junho de 2021, seu primeiro Portal para a transformação: o website www.mutha.com.br

Mais informações em breve! Acompanhe nosso instagram e CURTA, COMENTE, COMPARTILHE e SALVE a postagem para que o Arquivo exponencie suas sementes por todos os mundos!

Acesse agora: https://mutha.com.br

Como evento de abertura do website e de nossos arquivos, o MUTHA propõe sua Primeira Exposição Artística, que ocorrerá na Galeria Virtual MUTHA, um local criado para exposição permanente de pessoas trans. Além da Galeria, que venderá obras de arte trans, nosso website é integrado pela Loja MUTHA e pelo Arquivo MUTHA – composto do Arquivo Histórico MUTHA e do Arquivo Artístico de Dados MUTHA. O Arquivo Histórico MUTHA, que ainda está em construção, é integrado pelo Programa de Preservação e Difusão Histórica (PPDH), pelo Programa em Educação (PED) e pelo Arquivo Digital (AD). As inscrições para o envio de informações artísticas e obras que comporão esse banco estão abertas por tempo indeterminado. As doações de materiais para o nosso Arquivo Histórico também ficarão abertas por tempo indeterminado. O MUTHA convida você para nos ajudar a construir esse percurso. A colaboração de toda a comunidade é extremamente importante!

Creative direction: @ianhabibaziz
Arte: @dbpaixao

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

#premiodasartesjorgeportugal #funceb #culturaquemovimenta #artesbahia #leialdirblancbahia #programaaldirblancbahia
https://www.instagram.com/p/CPlaykVnqbD/?utm_medium=share_sheet

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Texto enviado por: Caio Tedesco

Crédito da Imagem: Museu Transgênero de História e Arte – MUTHA

Série Todo Tempo do Mundo

A série TODO TEMPO DO MUNDO é um spin-off de “EU TE AMO RENATO”.

O ano é 2006. Dez anos após um encontro que marcou a vida de Beto (Felippe Vaz) e André (Vinicius Moulin), a vida segue fora do eixo na capital. O underground carioca permeia os caminhos de Beto, que perto dos seus 30 anos de idade, encontra-se em uma jornada de procura por si mesmo, em seu próprio tempo.

Assista a série completa clicando aqui

Esse é o enredo de Todo Tempo do Mundo, uma série sobre liberdade no início do século XXI, com direção de Fabiano Cafure e realização da produtora carioca Kreatori Filmes (@institutokreatori).

Assista a série completa clicando aqui

Prêmio melhor série brasileira no Rio WebFest 2016. Indicada para 12 categorias no mesmo Festival, recebeu ainda o prêmio de Melhor Série de Drama e Melhor Diretor de Drama.

A série Todo Tempo do Mundo é o spin-off do filme Eu te amo Renato (Fabiano Cafure, 2013), Menção Honrosa no Rio Festival Gay de Cinema 2013, além de ser o primeiro longa metragem brasileiro produzido exclusivamente para distribuição na web e licenciado via Creative Commons. Com distribuição livre, o longa vem desde 2013 atingindo mais de 13 milhões de acessos na internet, dos quais a maioria são em seu distribuidor oficial, o Canal O Cubo (@canalocubo).

Assista a série completa clicando aqui

Créditos da matéria e imagem: Produção da Série Todo Tempo do Mundo

Participe da Rede LGBT de Memória e Museologia Social

A Rede LGBT de Memória e Museologia Social foi criada no dia 22 de novembro de 2012 durante o V Fórum Nacional de Museus na cidade de Petrópolis-RJ . Tal iniciativa tem como objetivo de mapear, identificar, registrar, salvaguardar, fomentar, promover, comunicar a memória e a história da comunidade LGBT. Faça parte você também desta rede!

#EuFaçoCultura

Resgate o seu livro Museologia LGBT: Cartografia das memórias LGBTQI+ em acervos, arquivos, patrimônios, monumentos e museus trangressores!!

Retire seu livro clicando aqui!

O livro revela um movimento de resistência múltiplo e diverso, com o levantamento de mais de uma centena de iniciativas que positivam as memórias LGBT ao redor do mundo. Trata-se de uma cartografia social, perpassada por subjetividades, aberta e rizomática. Pesquisadores do campo da memória, do patrimônio e dos museus encontrarão aqui um exemplo de estudo antropológico e etnográfico.

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#Pré-venda Museologia LGBT: cartografia das memórias LGBTQI+

Os bens patrimoniais e os museus foram, desde os seus primórdios, espaços de identidades moldadas na figura masculina, na heterossexualidade, na branquitude, na propriedade e na colonialidade. Palcos da norma buscaram – e ainda buscam – o apagamento das diferenças, por vezes encenadas em uma diversidade redutora.

Assim, os corpos, os saberes, os lugares e as expressões LGBT têm sido sistematicamente excluídos das políticas patrimoniais e dos museus institucionalizados. Esse mecanismo de negação dos direitos culturais dessa população é revelador de um sistema hetero-cis-normativo, que busca apagar as histórias e as memórias associadas às sexualidades desobedientes.

Construídas entre afetos e resistências, as memórias transviadas ressurgem em iniciativas reveladoras da força e das redes de pessoas travestis, transexuais, lésbicas, bissexuais e gays.

Essa cartografia, portanto, revela um movimento de resistência múltiplo e diverso, com o levantamento de mais de uma centena de iniciativas que positivam as memórias LGBT ao redor do mundo. Cabe apontar que, como indica o autor, “essa cartografia não se refere exclusivamente a territórios e a lugares, mas sim às relações e aos processos de liberdade e resistência de memórias exiladas de sexualidades desobedientes”. Trata-se de uma cartografia social, perpassada por subjetividades, aberta e rizomática.

Pesquisadorxs do campo da memória, do patrimônio e dos museus encontrarão aqui um exemplo de estudo antropológico e etnográfico.

Museologia LGBT
Museologia LGBT: cartografia das memórias LGBTQI+

Museus, Memórias e Museologia LGBT + Feminismo

Esta é uma edição especial da Revista Memória LGBT por diversos motivos, alguns festivos, outros nem tanto.

Em primeiro lugar, é uma edição cheia de gratidão. Trata-se de um material financiado coletivamente por pessoas que acreditaram neste projeto. Agradecemos a Alexandre Gaspari, Aparecida Paiva, Augusto
Francelino, Benito Schmidt, Camilo Braz, Cassiano Bovo, Cesar Barcelos Junior, Eder Eddine, Eliane Martins de Freitas, Eliane Muratore, Gabriel Andrade de Freitas, Gabriel Thier, Geyzon Dantas, Inês Gouveia, Jezulino Lucio Braga, Luciana Alves, Luiz Morando, Manuelina Duarte Cândido, Marcelo Araujo, Maria Luiza Rodrigues, Ronaldo Oliveira, Simone Ramos, R.M. e Tatielle Brito Nepomuceno.

Em seguida, alegra ver que se trata de uma edição dedicada exclusivamente às palestras do II Seminário Brasileiro de Museus, Memória e Museologia LGBT+Feminismo (SeBraMus LGBT+), evento que reúne
importantes pesquisas acadêmicas desenvolvidas no país quando interseccionam o tema LGBT (sigla em Políticas Públicas) e o feminismo.

Este evento e textos resultam de duas importantes articulações: a Rede LGBT de Memória e Museologia Social, a cada ano mais próxima de profissionais de museus feministas, e o Grupo de Trabalho Corpo, Gênero e Sexualidade do Seminário Brasileiro de Museologia (Sebramus), lá já a somar quatro edições. Mais do que nunca, o argumento de que tais estudos são inexistentes ou restritos a um coletivo cai por terra: a Museologia LGBT e a Museologia Feminista, plurais em forma e nomeações, consolidam-se como campo de pesquisa presentes na academia e comunidades.

Por fim, nos pesa a dor de estar a escrever e realizar estas atividades no contexto de um país que passa os 100 mil mortos por uma doença que bem poderia ser controlada mediante a adoção de medidas protetivas
massivas. Guardadas as particularidades, é inevitável lembrar o abandono que a comunidade LGBT foi jogada pelo negacionismo político quando a epidemia do HIV alcançou o planeta, fenômeno responsável até hoje por milhares de mortes. No que nos cabe, os museus e a Museologia que nos interessa farão seu papel: não as esqueceremos.

Protejam-se, mas não se calem,
Jean Baptista e Tony Boita

Chamada para artigos – Cadernos de Sociomuseologia – Corpo, Gênero e Dissidências nos Museus e na Museologia

Organização: Judite Primo, Jean Baptista, Tony Boita.

DATA FINAL PARA ENVIO: 30 de outubro de 2020.

CHAMADA: A presente chamada destina-se a promover o debate sobre corpo, gênero e dissidências plurais nos museus e na Museologia. Para tal, propõe a reunião de artigos que versam sobre novos objetos e novas abordagens relativas a identidades que escapam da matriz hegemônica masculina mormente vigente nos museus e na Museologia. Para tal, apoia-se na Resolução no. 4/ICOM (2013), nos Princípios de Yogyakarta (2007), na Declaração Universal sobre Diversidade Cultural (2002), entre outros documentos que orientam sobre a necessidade de se buscar novas políticas culturais que contemplem a diversidade tendo em vista a superação de desigualdades históricas. Neste sentido, este Dossiê recebe artigos sobre ações e reflexões em múltiplas abordagens teóricas, em especial quando tratam sobre documentação, conservação, expografia, ação educativa, comunicação, política de aquisição e descarte, entre outros ofícios e saberes próprios dos museus e da Museologia, particularmente quando vinculados aos modos de representar ou de esquecer corpos femininos e/ou dissidentes. Em conjunto, este Dossiê objetiva promover a circulação de conhecimentos interessados no aprofundamento do pensamento sociomuseológico diretamente vinculado aos debates de equidade de gênero e orientações plurais, compreendendo os museus e a Museologia enquanto importantes agentes do processo de superação de fobias contemporâneas a essas corporalidades.

Maiores informações: http://www.museologia-portugal.net/noticias/chamada-artigos-cadernos-sociomuseologia-n-17-v-61-2021

Memórias e Patrimônios LGBT

A Revista Ventilando Acervos lançou sua nova edição com o tema Memórias e Patrimônios LGBT!

A presente edição é a materialização das memórias do IV Seminário de Política de Acervos – Memórias e Patrimônios LGBT. O evento foi realizado pelo Museu Victor Meirelles, de 4 a 6 de novembro de 2019, em Florianópolis.

Leia a edição completa aqui: http://ventilandoacervos.museus.gov.br/edicao-atual/

Baixe a edição completa clicando na imagem

Ventilando Acervos

Ser Gay na Favela

Líder comunitário, auxiliar de escritório, passista, técnico em contabilidade, negros, jovens, pais… Gays. Diferentes vidas, ligadas em defesa da liberdade e o respeito.

No decorrer de sua história, a cidade do Rio de Janeiro foi o cenário de muitas memórias protagonizada por homossexuais. Algumas ainda resistem, como é o caso de Cazuza, Clodovil, Clóvis Bornay e tantas outras celebridades “aceitas” pela sociedade. Existem ainda aqueles invisibilizados, marginalizados e ao longo do tempo banalizados, como Madame Satã e todos aqueles gays residentes em periferias em âmbito urbano e/ou rural. Há, contudo, um ponto em comum entre celebridades e periféricos: ambas as memórias vêm sendo esquecidas ao longo dos 450 anos da cidade maravilhosa.

Para esta exposição em Revista utilizamos parte da memória viva do gigantesco acervo do Museu de Favela Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Através de entrevistas e imagens coletadas pelos mobilizadores do Projeto Memória LGBT no MUF, selecionamos quatro lideranças Gays das Comunidades Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Eles são, jovens homossexuais de diferentes áreas, idades e profissões que reinventam e driblam o preconceito. A exposição Ser Gay na Favela, pretende preservar as memórias até então invisibilizadas, além de, apresentar o protagonismo da juventude gay de favela.

Acesse a exposição em revista no link abaixo:

O Diabo de Mário de Andrade: avanços e riscos para a memória LGBT a partir do debate sobre a sexualidade de Mário de Andrade

Ao refletir sobre os dois retratos que dele foram feitos, Mário de Andrade conclui: ao passo que Portinari teria captado apenas “a parte do Anjo”, Lasar Segall projetara “o que havia de perverso em mim”, ou seja, “a parte do Diabo”. E quando comparadas as pinturas, percebe‑se a que Diabo delicado, sinuoso, sensual, divertido e triste ele estava se referindo. Nesse contraponto e nas alegorias que usou para se explicar, percebemos tensão dicotômica, medo e sofrimento que perseguiram Mário ao longo de sua vida – e o perseguem até hoje.

Mário de Andrade por Portinari
Créditos: Itaú Cultural

Enquanto redige a carta em 1928, certamente é aquele Diabo da pintura de Segall que guia Mário. Ali ele considera sobre os falatórios sobre suas “amizades platônicas”, sua “tão falada homossexualidade” e a “socialisão absolutamente desprezível” de sua vida privada. Embora chame seus algozes de “ridículos” e contraditórios, Mário assegura que se porta “com absoluta e elegante discrição social”, sendo “incapaz de convidar um companheiro daqui a sair sozinho comigo na rua”. Aquele homem de tantas contribuições
para a cultura no Brasil vivia, de fato, oprimido e difamado: “Me dão todos os vícios que por ignorância
ou por interesse de intriga, são por eles considerados ridículos”. E afirma: “Tenho a minha vida mais regulada que máquina de pressão”. A perseguição política que sofreu até sua precoce morte, aos 51 anos, deprimido, solitário, fumante inveterado e alcoólico, certamente estão vinculados ao resultado dessa pressão em seu cotidiano.

Mário de Andrade por Lasar Segall
Créditos: Itaú Cultural

Há uma enorme importância no ato da CGU determinar que a Fundação Casa de Rui Barbosa abra a misteriosa carta para consulta pública. Trata‑se de um momento significativo para a história da liberdade de informação do país, onde se delimita que princípios como a homofobia não podem ser determinantes para a consulta de arquivos mantidos em boa parte por fundos públicos. Também é relevante porque a partir de agora, oficialmente, não se pode ignorar a sexualidade do célebre autor, já que os trechos da carta provam que o tormento experimentado em vida afetavam sua percepção de mundo e crítica social. A Fundação meteu os pés pelas mãos: membros de sua equipe chegaram a tentar apontar que tal informação era irrelevante, assim como passar a responsabilidade aos herdeiros de Mário, escancarando que arquivos mantidos por fundos públicos estão ao gosto de privados. Ficou claro também que foi contra sua vontade que a Fundação acabou por ceder via determinação judicial, assim como é visível que a instituição não pretende promover um debate para aprofundar as implicações do assunto no âmbito da pesquisa. O que deixa entender é que a Fundação está com uma infantil vergonha de ter em seu acervo um homossexual. A vergonha, neste caso, está em ter tentado guardar esta importante informação para “preservar a integridade do autor”, como se argumentou, mediante um contexto tão violento em que estamos vivendo, onde torna‑se cada vez mais necessário referenciar positivamente os LGBT do passado como estratégia pedagógica. Claro que não será a sexualidade capaz de explicar a vida e obra de Mário de Andrade, mas certamente não é possível compreender ambas sem a considerar. E sem Mário inteiro, não podemos entender o Brasil.

Mas beiramos um conjunto de riscos com tamanho avanço. Admitir que somente agora Mário sai do armário é corroborar com a hipocrisia que tentou mantê‑lo por lá. Um olhar minimamente atento à obra do antropofágico já revelava este detalhe: desde o travestismo experimentado por Macunaíma, passando por suas fotos de campo e alcançando o conto Frederico Paciência, tudo está ali, a homoeroticidade e a violência a qual a diversidade sexual sempre foi submetida no país. Além disso, há muito pesquisadores como João Silvério Trevisan e Luiz Mott apontavam tal aspecto, assim como de outros nomes célebres, denunciando o sistema homofóbico institucionalizado na academia e casas de memória. De quebra,
tais pesquisadores foram hostilizados e ridicularizados, desprezando‑se suas conclusões sérias – muitas delas com aspectos mais profundos do que os detalhes revelados na tal carta no caso de Mário. A memória da pesquisa no Brasil sobre a sexualidade de Mário não pode ser obscurecida por uma jogada de marketing empreendida pela editora que encabeça este recente movimento e uma retomada aos clássicos da memória LGBT é, mais do que nunca, necessária.

Mas, sobretudo, o maior risco que se apresenta nesta abordagem é entender o sofrimento de Mário como um padrão da memória LGBT. Não se pode esquecer que o lugar que ocupava o protegeu da homofobia quando dimensionamos a mesma sociedade relacionada com homossexuais, lésbicas, transexuais e travestis populares. A memória LGBT não pode ser construída no Brasil apenas a partir dos nomes da elite. Há uma massa de anônimos sem história e memória que padeceram de horrores muito além das preocupações nascidas em falatórios dos círculos sociais da elite paulista e suas intrigas políticas. Neste ponto reside um calabouço vergonhoso para o país, tomado de desmoralizações, fomes, doenças, desemprego, perseguições, prisões, internações compulsórias, torturas, apedrejamentos e assassinatos que revelam até onde uma sociedade fóbica aos LGBT pode chegar, sobretudo com indivíduos sem a proteção
de sobrenomes, heranças ou cargos políticos. História, essa, que ainda não acabou.

Quando se deu no Rio de Janeiro o recente funeral da transformista Marquesa e o religioso responsável pela celebração final perguntou aos presentes onde estavam os membros da família, Rogéria prontamente respondeu: “A família somos nós”. É nesse “nós”, nesse importante pronome com poder de sensibilização – e por isso de transformação — onde reside a real potência da memória LGBT. A massa de anônimos que recriam suas trajetórias, famílias e comunidades, a partir das brechas que uma sociedade pautada no ódio tem a oferecer, são, sim, os que podem tirar o Brasil do armário e promover uma sociedade justa pautada na paz sem necessidade de demônios ou anjos.

Artigo escrito por Jean Baptista e Tony Boita na 8ª edição da Revista Memória LGBT, “Ser Gay na Favela”.