5 museus (+iniciativas) travesti e trans para visitar online

Por Tony Boita (tony@memorialgbt.org)

As pessoas T* ainda são invisibilizadas na ampla maioria dos museus e iniciativas em memória no Brasil e no mundo. Suas memórias, histórias e trajetórias são ocultadas de forma explícita.

Isso se dá pelo fato dos museus também serem construídos a partir de uma “matriz heterossexual” (Butler, 2003), colaborando, com isso, na violenta distinção entre os “corpos que importam” e os “que não importam” (Butler 1993).

Apresentei em minha dissertação de mestrado um mapeamento dos museus do mundo dedicados à questão da memória e direitos LGBTIQ+.  Recentemente compartilhei aqui um resultado parcial desta pesquisa e agora o faço focando especialmente nessa parcela de nossa comunidade.

Tenha uma ótima visita virtual a estes importantes museus!

1. Arquivo Digital Trans dos Estados Unidos: Disponibiliza e digitaliza em formato de arquivo um montão de documentos sobre memórias e histórias de pessoas trans estadunidenses. O arquivo possui da travesti Marsha P. Johnson.

Créditos: Digital Transgender Archive – Link https://www.digitaltransgenderarchive.net

2. Archivo da Memória Trans: Esse arquivo comunitário foi criado em 2012 por María Belén Correa. Com o objetivo de valorizar, preservar e difundir memórias de pessoas travestis e transexuais na Argentina, promove capacitações e exposições itinerantes com/para o grupo T.

3.      Museu Travesti: este museu foi o primeiro (e parece seguir sendo o único) a se dedicar exclusivamente à memória das pessoas travestis. Foi criado e idealizado pel@ saudos@ Giusepe Campuzano, podendo ser encontrado no site algumas de suas entrevistas e performances.

https://hemi.nyu.edu/hemi/pt/campuzano-presentation

Créditos da Imagem: Museu Travesti do Peru – https://hemi.nyu.edu/hemi/pt/campuzano-presentation

4. Museu da Pessoa: Este é um importante museu virtual que possui um valioso acervo digital com registros de pessoas LGBT. Ali se destacam as memórias do saudoso João W. Nery, primeiro trans-homem operado no Brasil na década de 70.

Créditos: Diana Blok – Link: https://www.museudapessoa.org/pt/conteudo/historia/o-primeiro-transhomem-operado-no-brasil-94491

5. Revista Memória LGBTIQ+: Criada para ampliar o debate sobre museus e museologia no Brasil, o site reúne exposições em revista, estudos, notícias e eventos sobre a temática. Publicou duas edições para sobre pessoas travestis e transexuais. https://memoriaslgbt.com

Referências

BUTLER, Judith. Bodies that matter: on the discursive limits of “sex”. New York: Roudedge, 1993.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

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#SomosTodasVelhos: notas sobre grupo de risco em tempos de pandemia

Luiz Mello (Sociólogo)

Jean Baptista (Historiador)

Professores da Universidade Federal de Goiás e do Ser-Tão – Núcleo de Ensino, Extensão e Pesquisa em Gênero e Sexualidade (UFG)

V, de viado. V, de velho. A tragédia do V renascida na ideia de “grupo de risco”. Muitas de nós fomos mortas sem termos estado doentes. E muitos correm o risco de outra vez morrerem de morte matada.

Em meio à epidemia do HIV dos anos 1980, deveríamos ter sido tod@s VIADOS — aqui entendido como coletivo de gays, travestis, transexuais, bichas, bissexuais, HSH e outros. Conhecemos a história e sabemos o rumo que tomou. Em meio à pandemia da Covid-19, é nossa obrigação agora sermos tod@s VELH@S.

Nas disputas de narrativas entre partidários da quarentena vertical (específica para “grupos de risco”, em particular idosos), geralmente fundados no senso comum religioso e no achismo narcisista, e defensores da quarentena horizontal (para todas as pessoas, indistintamente), quem viver verá o acerto da estratégia que urgentemente precisamos adotar, sem dúvida a segunda, reconhecida em consenso científico em escala planetária.

Como mostrou Sidarta Ribeiro em artigo impressionante, assim como Gregório Duvivier em vídeo genial, o coronavírus e o fascismo de nossas autoridades, em nível mundial mas especialmente no Brasil, nos colocam diante de uma nova era. E nessa era o risco não atinge mais apenas viados e velhos. Mas a espécie inteira, a humanidade como um todo.

Como que a reviver um pesadelo, nós, sobreviventes do HIV, estamos diante de histórias e memórias traumáticas com a chegada da atual pandemia. Não apenas por reencontrarmos o medo de uma doença e da morte, mas também por sabermos que junto a uma pandemia surge inevitavelmente uma onda de ignorância e preconceito tão letal quanto o vírus que a causa.

Cientistas sociais, historiador@s e pesquisador@s de várias áreas, estudamos há muitas décadas o comportamento social ao longo das pandemias de varíola, sarampo, gripe espanhola, peste bubônica e Aids, entre outras. Tal qual em outros momentos da história humana, costumamos, como sociedades e grupos, repetir dois comportamentos: primeiro, a perseguição e o abandono social dos considerados difusores da doença, suas vítimas iniciais; segundo, a contaminação daqueles que, ao se julgarem imunes, tornam-se presas fáceis dos vírus, espalhando-os ainda mais rápido.

O que estamos vendo hoje é uma versão hiperbolizada dos mesmos fenômenos a partir da  lógica nefasta do mercado neoliberal de ultra-ultra direita, cujos representantes mais desavergonhados inescrupulosamente vêm a público dizer: que morram os velhos e os que não tem trajetória de “atleta”; a produção e o consumo não podem parar; que siga o baile.

Uma prévia disso tudo, em escala menor, mas não menos trágica, ocorreu durante o surgimento e a difusão da epidemia de Aids. Batizada de “peste gay” em seus primeiros anos, governos, jornalistas, cientistas e profissionais da saúde costumavam tranquilizar a população: “Não se preocupem, mata apenas gays”. Mais tarde, viram-se impelidos a ampliar o horizonte do massacre epidêmico a partir de uma nova versão da ideia de grupo de risco – não mais apenas gays, mas os 4Hs: Homossexuais, Heroinômanos, Hemofílicos e Haitianos.

Ao nos abandonarem, os difusores deste pensamento justificaram no mínimo uma década sem investimentos, estudos e estratégias de testagem e prevenção em escala global, convertendo-se em corresponsáveis por milhões de mortes não apenas de gays, mas também de não-gays, hemofílicos, bebês, mulheres casadas monogâmicas, idosos, jovens, crianças, ricos e, especialmente, POBRES, consideradas as especificidades da materialização da epidemia em cada sociedade e suas respectivas dinâmicas de opressão, a partir das quais se decide quem deve morrer ou viver.

Afinal, os vírus não são imbecis, nem possuem preconceitos. Ao contrário, são inclusivos e não respeitam qualquer marcador social de diferença. Mas, definitivamente, a desigualdade estrutural das sociedades humanas sempre coloca em posição de maior vulnerabilidade as pessoas mais pobres, as menos escolarizadas, as sem acesso à informação e as imersas em lógicas de subalternidade interseccionadas e  fundadas em eixos de opressão relacionados a cor/raça, sexo/gênero, idade, (d)eficiência, renda/classe, entre outros.

Até praticamente ontem, as pessoas ricas se sentiam protegidas por sua riqueza e os pobres, especialmente no Brasil, começavam a embarcar em discursos genocidas neoliberais, defensores da privatização irrestrita dos sistemas públicos de saúde, educação,  previdência social e todas as demais dimensões da vida humana, que passam a subordinar-se em aparência, mais que em essência, ao deus-mercado. A surpresa do cenário de uma pandemia como a que estamos vivendo é que nem sempre o dinheiro será suficiente para assegurar vida, já que os melhores médicos e equipamentos para enfrentar crises como essas são os oferecidos pelo Estado, no caso específico do Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), até ontem um vilão que a classe dominante brasileira e seus asseclas menos esclarecidos teimavam em propor extinguir.

Mas ser contaminado pelo novo coronavírus não é por si só uma sentença de morte e aí, como se viu também no caso do HIV, é que os privilégios de renda/classe, cor/raça, sexo/gênero, idade, escolaridade e muitos outros farão toda a diferença. Afinal, quem consegue sobreviver no contexto de pandemia sem salário fixo no final do mês garantido, sem condições de comprar alimentos e material de higiene imprescindíveis à vida, sem morar em espaço seguro e com direito à privacidade pessoal e de sua família, sem um ambiente de convivência livre de violência e abuso sexual ou moral? Quem pode assegurar-se o privilégio de não sair de casa no período de quarentena, a não ser quando estritamente necessário, e, nesses casos, municiado do kit III Guerra Mundial: máscaras, luvas, álcool em gel, transporte privado, cartão de crédito/débito e distância social assegurada por não precisar ir a lugares abarrotados de outras pessoas?

E ainda: quem consegue fazer hoje no Brasil um exame para diagnóstico do novo coronavírus, a não ser que já esteja em estado quase terminal ou possua um quadro de comorbidades muito severas que potencializam enormemente a letalidade do vírus? A resposta é uma só: AS PESSOAS RICAS, usando seus privilégios também de cor e de gênero, incluídos não só os donos do capital no sentido clássico, mas também artistas, influenciadores digitais e atletas. Definitivamente, os vírus até tentam, mas não conseguem ser democráticos em sua potência de morte. Tânatos rima com miséria, especialmente em sociedades absurdamente desiguais em tantos níveis como a nossa.

Mas, hoje, somente pessoas ignorantes e egoístas acreditam na legitimidade da descartabilidade de potenciais vítimas integrantes do“grupo de risco” para a Covid-19, entre as quais, tragicamente, o representante máximo do governo brasileiro, e parte dos empresários-políticos e raros jornalistas e profissionais de saúde. Muitos desses ainda insistem em ressuscitar – cada vez menos, é importante dizer – o uso da expressão “grupo de risco” para compreender a dinâmica da atual pandemia. Neste “grupo”, estariam profissionais de saúde, idos@s, imunodepressiv@s, cardiopatas, pneumopatas e fumantes. Quanto tempo essas autoridades negacionistas desperdiçarão na antiluta contra a pandemia, até que o “povo de bem” brasileiro volte-se contra eles?

Ainda hoje muitos argumentam: “basta isolar os idosos”. Já vimos onde isso pode acabar. Filhas e netos saem de casa para o trabalho, voltam com o pão e o vírus. Às vezes, só com o vírus, afinal, a crise de empregabilidade no Brasil antecede a Covid 19, mas agora atinge proporções apocalípticas. E os riscos de morte começam pelos velhos, mas se expandem rapidamente para outros grupos etários, especialmente se marcados pelo que a pobreza tem de inerente no Brasil e no mundo: cor/raça e sexo/gênero. Quantos já morreram e nem foram contabilizados nas estatísticas oficiais, por nunca terem sido testados para o novo coronavírus e muito menos autopsiados antes de serem sepultados?

E mais: ao difundir a noção de “grupo de risco”, o governo federal, especialmente na figura de seu presidente, envia, em escala nacional ridicularizada em nível mundial, a mensagem de que quem não faz parte do tal grupo está seguro, podendo andar despreocupado por aí, furar a quarentena, ir à praia, frequentar baladas, enfim, viver normalmente.

Já lideranças religiosas expressivas no Brasil, especialmente entre grupos neopentecostais fundamentalistas, ainda insistem em manter suas igrejas abertas, indiferentes ao sofrimento que causarão, diante de cada novo doente e de cada nova morte, nas famílias de seus fiéis e na sociedade em geral. Não nos esqueçamos dos casos emblemáticos na França e na Coréia do Sul: igrejas lotadas de fiéis foram grandes centros de contaminação em massa pelo novo coronavírus, para muito além das fronteiras físicas dos templos.

Para piorar, alguns dos que deveriam ser lideranças políticas dão exemplos absolutamente irresponsáveis de interação social massiva, estimulando seus eleitores a terem um comportamento descompromissado com a própria saúde e a dos demais. Demonstram, assim, não possuir qualquer empatia e capacidade de compreender, em uma perspectiva científica, o que está de fato acontecendo, a partir do exemplo da dimensão mortal da pandemia em outros país. Praticamente todas as lideranças políticas de outros reavaliaram nos últimos dias seu negacionismo inicial, a partir da evidência científica e da  pressão da opinião pública de seus países e mundial, curvando-se à trágica constatação: isolamento social é a principal estratégia, hoje, para diminuir a curva de contaminação do vírus, evitando a falência dos sistemas de saúde, a morte generalizada e o caos social.

Poderíamos simplesmente sugerir substituir a expressão “grupo de risco” por “grupo vulnerável”. Em tese, com essa troca, assumiríamos uma terminologia sem a marca do horror profundo relacionado à LGBTfobia e à Aids. Mas isso não seria trocar um risco por outro? Afinal, ser categorizado como “grupo vulnerável”, hoje, de maneira objetiva e empiricamente constatável nas filas de hospitais, não ajuda ninguém. Ao contrário, na Itália, na Espanha e cada vez mais em muitos outros lugares do mundo, com sistemas públicos de saúde exemplares hoje sucateados, médicos estão tendo que escolher a quem dedicarão atenção, equipamentos e leitos.

O pano de fundo, nesses casos, continua a ser se o paciente infectado é ou não integrante de “grupo vulnerável”, mas agora no sentido de possuir “menor chance de sobreviver” ou “levar mais tempo para se recuperar” da Covid-19, mesmo tendo acesso ao melhor que as tecnologias e os cuidados em saúde possam proporcionar. Em face da inevitabilidade da Escolha de Sofia (o filme, para quem não lembra, do diretor Alan Pakula, de 1982), os integrantes de grupos de risco/vulneráveis perdem o lugar de prioridade que supostamente seria seu. A atenção e os cuidados passam a ter como alvo os mais jovens, os bem nutridos, os sem histórico de doenças graves, por possuírem condições prévias que ampliam as chances de sobrevivência no cenário do pandemônio que se descortina. Nesse sentindo, a partir de um critério de elegibilidade clínica, a expressão “grupo de risco” ou “grupo vulnerável” passa a fragilizar ainda mais quem em tese deveria proteger.

A OMS já avisou: crianças, jovens e adultos sem qualquer problema prévio de saúde também podem estar entre os severamente afetados e mortos pela Covid-19. A falência dos sistemas de saúde, que certamente ocorrerá se o isolamento social em larga escala não for implementado, produzirá mortes em massa, não apenas em função do novo coronavírus, mas também de todas as outras doenças que podem nos atingir no dia a dia e não encontrarão possibilidade de atendimento médico adequado, como ocorreria em tempos pré-Covid-19, a despeito do sucateamento galopante que já atingia o SUS nos últimos anos.

No mundo como um todo, mas no Brasil em especial dada nossa abissal desigualdade entre ricos e pobres, também é urgente a implementação de um amplo programa nacional que garanta renda aos mais pobres, particularmente nesse momento em que tantas pessoas, com destaque para as que ocupam as posições de menor prestígio e remuneração no mercado de trabalho, estão sendo privadas de seus empregos, por demissão ou suspensão de salários, ou de fontes de renda informal, dadas as imprescindíveis recomendações de governos estaduais e municipais relativas ao isolamento social.

Finalmente, pouco sabemos ainda, por outro lado, sobre as sequelas físicas e emocionais que o novo coronavírus deixará em quem sobreviver, tendo sido infectado ou não, com sintomas variando de leves a gravíssimos no primeiro caso. Não sabemos quanto tempo demorará para se alcançar uma cura. Não sabemos se o vírus realmente desaparece de quem já o enfrentou e sobreviveu uma vez. Tudo que sabemos, no momento, é que quase nada sabemos sobre essa doença. Mas é sempre assim quando a humanidade se depara com uma nova epidemia ou pandemia. Só se pode afirmar que o vírus que a produz não está nem aí para quem você é ou à qual “grupo de risco” você pertence. Proteger a tod@s é uma obrigação da coletividade e uma tarefa a ser coordenada, da maneira mais democrática possível, pelos governos. 

Mas não tenhamos dúvida acerca de algo que cientistas sociais e historiadorxs nos ensinam há mais de um século: para além das questões biológicas, na vida em sociedade, com pandemias ou não, as delícias do bem viver e dos prazeres do mundo têm sido privilégio dos homens, especialmente os ricos e os brancos. Por isso, siga as três regras básicas que historicamente sempre valeram para os tempos de peste: fique recluso, faça testagem tão logo seja possível e, acima de tudo, supere seus preconceitos. Afinal, esses também têm um poder quase infinito de produzir dor e sofrimento.


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10 museus e iniciativas LGBTIQ+ para você visitar na quarentena (virtualmente falando, é claro)

Por Tony Boita (tony@memorialgbt.org)

Com a chegada da pandemia COVID-19, aprofunda-se a construção de uma dimensão virtual da realidade material dos equipamentos culturais. Muitas instituições já haviam dado este passo, enquanto outras estão ingressando neste universo. O cenário não é diferente para os museus.

Apresentei em minha dissertação de mestrado um mapeamento dos museus do mundo dedicados à questão da memória e direitos LGBTIQ+. Estou finalizando a versão em livro a ser lançado em breve, mas neste momento quero compartilhar com você a lista de 10 importantes museus dedicados ao tema de modo a contribuir à quarentena, à divulgação dessas instituições e à promoção da memória LGBTIQ+.

Mas lembre-se: fique em casa, não podemos visitar nenhuma dessas instituições neste momento — aliás, as que existem fisicamente encontram-se fechadas. Mas quando reabrirem e nos reerguermos financeiramente, quem sabe não planejamos uma viagem?

Enquanto isso, tenha uma ótima visita virtual a estes importantes museus!

1.       Tucson  Gay Museum: um dos primeiros museus gay do mundo e que segue em funcionamento (ao menos no que foi localizado em minha dissertação) fica no Texas. Em seu website é possível acessar parte do seu acervo e uma linha do tempo com datas importantes para militância LGBTQ nos Estados Unidos.

http://www.tucsongaymuseum.org/

Créditos da Imagem: Tucson Gay Museum http://www.tucsongaymuseum.org/1940.htm

2.       Museu Travesti: este museu foi o primeiro (e parece seguir sendo o único) a se dedicar exclusivamente à memória das pessoas travestis. Foi criado e idealizado pel@ saudos@ Giusepe Campuzano, podendo ser encontrado no site algumas de suas entrevistas e performances.

https://hemi.nyu.edu/hemi/pt/campuzano-presentation

Créditos da Imagem: Museu Travesti do Peru – https://hemi.nyu.edu/hemi/pt/campuzano-presentation

3.        Leslie-Lohman Museum: dedicado à salvaguarda e promoção da arte e artistas LGBIQ+, esta instituição possui um acervo online muito significativo. https://www.leslielohman.org/exhibitions

Créditos da Imagem: Leslie-Lohman Museum

4. Lesbian Herstory Archives:  embora não seja um museu, seu ineditismo enquanto arquivo virtual dedicado a pesquisar, preservar e difundir memórias lésbicas merece destaque. Em seu tour virtual você pode encontrar ricas informações bibliográficas e documentais que não disponíveis em qualquer lugar. Ainda, é possível solicitar o envio de cópias. http://www.lesbianherstoryarchives.org/tourintro.html

Créditos da Imagem: Lesbian Herstory Archives:  http://www.lesbianherstoryarchives.org/tourintro.html

5. Leather Archives & Museum: Sem perder de vista a dimensão política do debate em prol da memória e dos direitos LGBTQ+, este arquivo/museu apresenta uma abordagem mais picante que os demais: concentra-se em falar sobre o sexo, a prevenção, o BDSM, o fetiche e o couro. Se você tiver mais que 18 anos, crie seu login e acesse o onlinecollections e se surpreenda. https://leatherarchives.org/visit/exhibitions

Créditos da imagem: Leather Archives & Museum | https://leatherarchives.org/visit/exhibitions

7. Tom Of Finland Foundation: O espaço preserva as obras homoeróticas produzidas pelo importante cartunista conhecido como Tom Of Finland e promove exposições temporárias e itinerantes no mundo inteiro. Embora não esteja disponibilizando nenhuma visita virtual, o simples passeio pelo site e o contato com aquele universo já é bem divertido. www.tomoffinlandfoundation.org/

Créditos: Tom Of Finland Foundation:

8. GLBT Historical Society: Um dos museus pioneiros a tratar da temática LGBTIQ+, aborda história e política da cultura e memória de pessoas ‘GLBT’.

https://www.glbthistory.org/online-exhibitions

Créditos da Imagem: GLBT Historical Society

9. Revista Memória LGBTIQ+: Criada para ampliar o debate sobre museus e museologia no Brasil, o site reúne exposições em revista, estudos, notícias e eventos sobre a temática. Além das revistas propriamente ditas, que também se encontram online, o site ainda disponibiliza artigos avulsos e recebe contribuições para publicação. https://memoriaslgbt.com

10. Museu da Diversidade Sexual / Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo: O primeiro museu institucionalizado do Brasil que salvaguarda, pesquisa, difunde as memórias da comunidade LGBT. Embora não contenha exposições virtuais, a visita ao site vale a pena para conhecer seu amplo leque de ações. http://www.mds.org.br/

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12ª Edição já está no ar!

Com o tema Preservando as Memórias de LGBTIQ+ a 12ª edição apresentará algumas estratégias de salvaguarda dos acervos, vestígios, histórias e indicadores de memória de travestis, transexuais, intersexuais, queers, lésbicas, gays e bissexuais.

Boa Leitura!

Confira: https://memoriaslgbt.com/edicao-atual