O Diabo de Mário de Andrade: avanços e riscos para a memória LGBT a partir do debate sobre a sexualidade de Mário de Andrade

Ao refletir sobre os dois retratos que dele foram feitos, Mário de Andrade conclui: ao passo que Portinari teria captado apenas “a parte do Anjo”, Lasar Segall projetara “o que havia de perverso em mim”, ou seja, “a parte do Diabo”. E quando comparadas as pinturas, percebe‑se a que Diabo delicado, sinuoso, sensual, divertido e triste ele estava se referindo. Nesse contraponto e nas alegorias que usou para se explicar, percebemos tensão dicotômica, medo e sofrimento que perseguiram Mário ao longo de sua vida – e o perseguem até hoje.

Entrevista Madame Satã

De família pobre, o pernambucano João Francisco dos Santos (1900-1976), o Madame Satã, fixou residência na Lapa, bairro boêmio e maldito do Rio de Janeiro. Em 1971, quando já figura
célebre no cenário nacional, cedeu uma entrevista ao Pasquim, gerando um importante documento para a história e memória LGBT no Brasil. Faleceu em 12 de abril de 1976.

12ª Edição já está no ar!

Com o tema Preservando as Memórias de LGBTIQ+ a 12ª edição apresentará algumas estratégias de salvaguarda dos acervos, vestígios, histórias e indicadores de memória de travestis, transexuais, intersexuais, queers, lésbicas, gays e bissexuais